14 setembro 2009

você vem e me diz acabou e eu fico aqui parada só pensando pensando e de tanto pensar eu senti aquela perda aquele vazio de que tanto eu falava que não podia acontecer mas você foi embora e me deixou enrolada naquela cama imensa e jogou meus lençóis todos no chão pra ver se eu ia mesmo embora de frio e aquilo pesou de uma forma que perdi meus colares cartões minhas drogas todas ficaram em você e sempre que eu pedia por favor pra parar isso voltava em mim e de novo e de novo e de novo até que não consegui mais fazer outra coisa que não pensar em nós dois e como você me fazia sentir esperada em todas as noites que demorei sem avisar e nunca chegava e aquele bafo que eu fingia esconder na manga de minhas roupas há dias não trocadas não me deixam mais negar que eu fiz de tudo pra não ter que enxergar isso e agora ai de mim trancada nessa existência errante disfarçando esse medo que corrói a minha pele e faz fraco o meu corpo sempre pensando como você me faz sentir uma falta imensa de mim mesma

4 comentários:

carol de marchi disse...

:)

Gabriela Oliveira disse...

"Tenho vergonha de gritar que esta dor é só minha, de pedir que me deixem em paz e só com ela, como um cão com seu osso."

Mas afinal essa não era uma dor tão ruim. Ao menos você tinha algo, algo doce vivido, que te fez melhor ou pior, mais frágil ou mais dura em relação aos sentimentos alheios, mais confiante ou mais desacreditada nas pessoas, mas ainda assim diferente, maior, de alguma forma.

Carolina. disse...

eu tava há tempos sem ler o teu blog... e agora to me atualizando aqui,
coisa bem boooua ler teus textos, guria! tão curtos e tão intensos!

Gabriel Hickmann disse...

"Com você por perto eu gostava mais de mim" (Legião Urbana - La Nuova Gioventú). Bem legal teu blogue.