09 julho 2009

Proximidades

O coração de alguém não pode ser medido apenas pelo punho fechado de uma de nossas mãos. Ele se estende para além. Experimentei apoiar delicadamente a minha mão direita no peito, lado esquerdo. Em muito tempo eu não o ouvia borbulhar lá dentro. Respirar já não tornarva-me suficientemente grande, e agora sei que para tudo aquilo que fez com que eu me guardasse em silêncio profundo, houve uma explicação. Hoje moldei em um retrato a matéria na qual sou feita. Meu coração bateu para fora de minhas roupas de inverno, e num compasso desregrado com a chuva apaziguante que ouço cair lá fora, fez-se um clarão límpido e silencioso em minha intensa peregrinação pelo maior. Encontrei aquilo que havia procurado. E foi em ti que pensei.

3 comentários:

Fabi disse...

Incrível como eu gosto do jeito que tu escreve.

/oiqueroserquenemvocêquandocrescer

beeeijos ;)

Camila disse...

bah! denso como o vermelho ali nas cores das letras. bem bonito mesmo.

Sandro L. disse...

Isso é um cacto. Só pode ser um cacto. Não consigo sentir nada além de um cacto lendo isso. Sério!

É um cacto.